sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

MST reivindica água potável e transporte escolar

Na última quarta-feira, dia 27/02, a rodovia MLG 364, de Almenara a Jordânia, teve o trânsito interrompido das 04 às 10:30hs pelo MST.

Os companheiros e companheiras do MST, no Acampamento Princesa do Vale a 01km , chamam a atenção para a grave situação local e reivindica água potável e transporte escolar.

Fotos abaixo. Notícia pelo Aécio, da CPT local.




quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Conheça o grupo Taizé BH - encontros de espiritualidade ecumênica


Promoção: CEBI-MG e parceir@s
- email
taizebh@gmail.com
- whatsapp
(31) 9 8554.7481
1ª tarde de oração ecumênica 2016
Dia 20/02, sábado de 14 às 17hs, no CEBI-MG Rua da Bahia, 1148 12º andar sala 1205

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Deus e a chuva não são culpados. Por frei Gilvander Luís Moreira

Deus e a chuva não são culpados.
Frei Gilvander Luís Moreira[1]

Diante dos deslizamentos de terra e das inundações, é nojento ouvir jornalistas na grande imprensa dizerem: “a chuva está castigando ...”. “A chuva está causando estragos ...” Não é a chuva e nem Deus que deve ser condenado. Colocar a culpa na chuva e em Deus é encobrir o real – ideologia –, é criar uma cortina de fumaça que ofusca a realidade beneficiando somente os adoradores do capitalismo – grandes empresários, políticos profissionais (uma corja) e ingênuos sustentadores da engrenagem que continua a trucidar vidas em progressão geométrica.
A chuva é benfazeja, cai sobre justos e injustos, diz o evangelho de Mateus (Mt 5,45). A chuva é reflexo da bondade de Deus, que é infinito amor. Deus rega com a chuva a terra que deu como herança ao seu povo (I Rs 8,36). “Mandarei chuva no tempo certo e será uma chuva abençoada (Ez 34,26)”, assim o profeta Ezequiel consola o povo em tempos de imperialismo e de exílio, em tempos de escassez de chuva. A sabedoria do povo da Bíblia reconhece que Deus, solidário e libertador, “através da chuva, alimenta os povos, dando-lhes comida abundante (Jó 36,31).” Na Bíblia se fala de chuva mais de cem vezes. Até no dilúvio, a chuva é vista como purificadora (cf. Gênesis 6 a 9). Sob o imperialismo dos faraós no Egito, a chuva de granizo é vista como uma praga que fustiga os opressores, ao mesmo tempo que é uma dádiva de Deus que liberta da opressão (cf. Gênesis 9 e 10).
A chuva não castiga e nem desabriga ninguém, apenas revela uma injustiça socioeconômica e política existente anteriormente. Dizer que “a chuva castiga” é mentira, é reducionismo que esconde o maior responsável por tanta dor e tanto pranto: o sistema capitalista e a classe dominante, que descartam as pessoas e as condenam a sobreviverem em encostas e áreas de risco. Quem é atingido quando a chuva chega exageradamente, salvo exceções, são as famílias que tiveram seus direitos humanos fundamentais – direito à moradia, ao trabalho, à educação, a um salário justo, ao meio ambiente equilibrado e à dignidade – desrespeitados pelo capitalismo neoliberal e por pessoas que adoram o deus capital, o maior ídolo da atualidade.
Logo, gratidão eterna à chuva e ao Deus da vida, mas ira santa e rebeldia diante dos que de fato desabrigam e golpeiam os injustiçados.




[1] Padre da Ordem dos Carmelitas. Bacharel e licenciado em Filosofia pela UFPR, bacharel em Teologia, mestre em Exegese Bíblica, doutorando em Educação na FAE/UFMG. Assessor de CEBs, CPT, CEBI e SAB. E-mail: gilvanderlm@gmail.com – www.freigilvander.blogspot.com.br – face: Gilvander Moreira

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Toda solidariedade à greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Cemig. Nota Pública. BH, 07/01/2016.

Toda solidariedade à greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Cemig. Nota Pública. BH, 07/01/2016.

Acompanhamos com grande descontentamento a implementação ao longo dos governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia de uma política de precarização dos serviços da Cemig. Esses governos incentivaram medidas que trouxeram grandes prejuízos ao desenvolvimento do estado, à sociedade e aos trabalhadores. É uma vergonha para todo o Brasil a média de um trabalhador terceirizado morto em serviço para a Cemig a cada 45 dias.
Assistimos ainda a empresa repassar 100% dos lucros aos acionistas e atingir a incrível marca de 18 mil trabalhadores terceirizados contra 8 mil efetivos. Os governos neoliberais conseguiram a façanha de tornar a diferença entre o menor e o maior salário dentro da empresa, que era de 18 vezes, em 32 vezes, graças à distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de forma a priorizar os salários mais altos. 
Era grande a expectativa dos movimentos sociais, sindicais, populares, estudantis e dos trabalhadores em geral de mudança na gestão da Cemig. O então candidato Fernando Pimentel assumiu o compromisso de colocar fim à terceirização e a rever as políticas da empresa. Porém, o governador assumiu a postura de virar as costas às reivindicações dos trabalhadores e recuou das próprias promessas, transformando nossas expectativas em frustração e indignação.
Por tudo isso, entendemos que a greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Cemig, que já ultrapassa 40 dias, é legítima, oportuna e representativa da demanda do conjunto dos movimentos sociais por uma gestão verdadeiramente preocupada com o interesse público.
Nos somamos à categoria dos eletricitários, ao Sindieletro e demais sindicatos na reivindicação por uma política de primarização, com contratação imediata dos aprovados em concurso, além do estabelecimento de um Acordo Específico de Primarização, contra a retirada de direitos, e pelo repasse de 100% do PLR de forma igualitária a todos trabalhadores e trabalhadoras.
Nos somaremos aos eletricitários e eletricitárias nas mobilizações e na difusão da verdade sobre a greve e a Cemig e pedimos o imediato atendimento das reivindicações. Defendemos que a Cemig precisa estar a serviço do povo mineiro.

Assinam essa Nota:
 ASSEPEMGS
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas - AMES BH
Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Central Única dos Trabalhadores  - CUT
Comitê Igrejas
Confederação Nacional dos Urbanitários – CNU
Coletiva Flor de Cacto - Uberlândia
Coletivo Carcará - São João Del Rei
Coletivo Henfil de Comunicação
Coletivo Maria Maria - Juiz de Fora
Coletivo Quilombo - Sul de Minas
Coletivo Retalho de Fulô - Diamantina
Coletivo Terra Roxa - Juiz de Fora
Consulta Popular
DCE UFMG
Federação dos Empregados Rurais Assalariados de Minas Gerais
Federação Estadual dos Metalúrgicos de MG - FEM - CUT 
Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil – FIT METAL
Federação Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas - FENET
Federação Nacional dos Trabalhadores Gráficos
Federação Nacional dos Urbanitários - FNU
Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Minas Gerais - FETRAF MG
Fórum Político Inter-religioso/BH
Grupo Coexista
Kizomba
Levante Popular da Juventude
Luta Popular e Sindical - LPS
Marcha Mundial das Mulheres
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos - MTD
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas - MLB
Movimento de Mulheres Olga Benário
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Movimento Luta de Classes
Movimento Mundo do Trabalho Contra a Precarização
Movimento pela Soberania Popular Frente a Mineração - MAM
Partido Comunista Revolucionário
Pastorais Sociais
Quem Luta Educa
Rede Nacional de Advogados Populares - RENAP
Rede Nós Amamos Neves
Sindados MG
Sindágua MG
SindMetal Mário Campos
SindRede BH
Sindibel
Sindicato dos Aeroviários de Minas Gerais
Sindicato das Enfermeiras de MG
Sindicato dos Funcionários na Administração em Jornais e Revistas
Sindicatos dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais 
Sindicato dos Metalúrgicos BH Contagem
Sindicato dos Metalúrgicos de JF
Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais
Sindicato dos Radialistas de Minas Gerais
Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de JF
Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Extrema e Região - STIMEC
Sindicato dos Trabalhadores nos Correios - Sintect MG
Sindimetro MG
Sindicato dos Refratários MG
Sindicato dos Sociólogos
Sindifes
Sindipetro MG
SindUTE MG
Sinjus MG
Sinpro JF
Sinttel MG
União Colegial de Minas Gerais – UCMG
União da Juventude Rebelião – UJR
União da Juventude Socialista - UJS
União Estadual dos Estudantes - UEE MG
União Nacional dos Estudantes - UNE
Unidade Popular pelo SocialismoDigite uma mensagem